quarta-feira, 15 de junho de 2011

Editorial do Jornal O POVO

''Uma legislação antipoluição sonora para Fortaleza, mas que consiga ter aplicabilidade. Consta da matéria “Paredões de som] Novo projeto é mais rígido”, do repórter Pedro Alves (Editoria Política, página 18), na edição de sexta-feira passada, dia 4, do O POVO. O projeto de lei é do vereador Guilherme Sampaio (PT). Os habitantes e visitantes com maior indignação pelo excesso de decibéis na capital cearense agradeceriam se a proposta fosse aprovada na Câmara Municipal e sancionada pela prefeita Luizianne Lins.
A questão da contaminação auditiva, originada de paredões nas traseiras de veículos, é mais abrangente. De maneira nenhuma, ocorre apenas em locais de maior concentração de público, a exemplo de praias, ruas, postos de gasolina ou praças, como está registrado no texto supracitado. Também acontece quando determinados condutores de veículos circulam de madrugada por vias predominantemente residenciais, onde cidadãs e cidadãos procuram ter direito ao sono depois de uma jornada atarefadíssima.
Muitas vezes, os mais prejudicados incluem pacientes e profissionais de saúde cumprindo plantões em hospitais, à frente dos quais transitam esses guiadores destituídos de qualquer consciência de cidadania. Contra eles é preciso intervenção mais rigorosa tanto dos agentes da AMC quanto da Ronda do Quarteirão. Em décadas passadas, a placa de cruz vermelha, avisando “hospital, silêncio”, era obedecida, inclusive, quando militares e estudantes com tambores e clarins treinavam para o desfile do 7 de setembro.”

   

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